Região Norte Fluminense tem a maior taxa de empregados do estado

Região Norte Fluminense tem a maior taxa de empregados do estado

A região Norte Fluminense possui cerca de 30% de sua população empregada em ocupações formais apesar de possuir a menor taxa de matrícula no Ensino Médio, com 3,37%, segundo dados do MTE de 2012

Compreendendo as cidades de Campos dos Goytacazes, Carapebus, Conceição de Macabu, Macaé, Quissamã, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra, a Região Norte do Rio de Janeiro, em 2012, possuía população total de 872.278. Desses, 259.954 possuem emprego formal, correspondendo a 30% dos habitantes. O número surpreende por ser superior até mesmo ao da Região Metropolitana, que contempla os maiores centros urbanos do Estado.
Coletando dados sobre o número de matriculados no ensino médio e o total de empregados formalmente é possível observar uma forte correlação (Índice de correl: 0,999685). Entretanto não é o que acontece quando a região Norte Fluminense é analisada. Mesmo possuindo um dos menores índices de matricula no ensino médio (3,37%), a região é a que representa a maior taxa de empregados (29,80%)



Os números são superiores também se comparados a outras regiões do Estado. Na Baixada Litorânea, famosa por seu atrativo turístico, a taxa de empregados por população é de apenas 20%, enquanto que a taxa de matriculados no ensino médio é maior que da região Norte. 
Uma análise mais profunda dos dados da Região Norte Fluminense evidencia outro número interessante. Mais de 90% dos empregos formais são oferecidos ou em Campos dos Goytacazes ou em Macaé. As duas cidades juntas chegam a oferecer mais empregos até mesmo que Niterói, cidade vizinha a capital do Estado. Esses dados mostram que além do alto contraste entre os matriculados no ensino médio e os formalmente empregados, existe uma grande concentração das vagas de emprego disponíveis em poucos locais.







Outro contraste surpreendente, é o da região Noroeste Fluminense, que ao contrário da Região Norte, possui as melhores taxas de matriculados no ensino médio (3,91%) e as piores taxas de empregados formalmente (16,93%). Fora esses casos, as outras regiões seguem um padrão de proporção direta entre educação e empregabilidade. 

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